Tarde em Itapoã em Esperanto (Toquinho/Vinicius de Moraes/Aaron Köenig, Paola com Vicente e Otilio)
Paola Giannini publikigis antaŭ 2 jaroj en Esperanto Ĉu ne?
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Priskribo
Canção interpretada no dia 27 de Julho de 2024 por Paola Giannini com os talentosos artistas Otilio Ferreira e Vicente Sales. Apresentação realizada na Praça Zamenhof para celebrar o Dia do Esperanto, ocorrido na véspera (evento promovido pela SEM Sociedade Esperantista de Minas Gerais). “Tarde em Itapoã” é uma linda parceria de Toquinho e Vinicius que se deu nos Anos 70, mas na verdade o Poetinha não queria ver seus versos musicados pelo então jovem Toquinho, para o qual abrimos aspas “… eu vi aquele poema e me ofereci para musicá-lo, o Vinicius, não repreendendo, mas quase, disse: “Você tem 22 anos, eu vou dar para o Dorival Caymmi essa música”. E o Dorival Caymmi, tinha que se respeitar. Então, eu roubei o poema, fiz uma música, e depois que ele (Vinicius de Moraes) ouviu várias vezes, me chamou e falou: “Agora não vou dar para o Dorival, vai ficar assim mesmo”. Nesse momento acho que foi a música mais importante da minha relação com Vinicius porque eu conquistei a confiança dele…”. Sem desmerecer Doriva, parece que a dupla acertou em cheio. Essa pérola foi vertida para o Esperanto por Aaron Köenig, ex-músico da banda esperantista La Mondanos além de jornalista, escritor e produtor de cinema. Segue a letra no original e em Esperanto, como cantada pelo trio:
TARDE EM ITAPOÃ
Um velho calção de banho
Um dia pra vadiar
O mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar
Depois, na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de coco, é bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar, é bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã, é bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
LIBERHORAR’ EN ITAPOÃ (TARDE EM ITAPOÃ)
Banokalsono malnova
Kaj travagadinda tag’
Senfina maro sinmova
Kaj super ni ĉielark’
Poste ĉe l’ placo Caymmi
Plenas la korpo je van’
Senĉese bastomatumi
Kokostrinkaĵ’ en la man’, jen ĝoj,
Liberhorar’ en Itapoã
Sun’ sen nubar’ en Itapoã
Muĝo de l’ mar’ de Itapoã
Ambabilad’ en Itapoã
Kiam la mar’ inaŭguras
Verdecon kvazaŭ verdid’
Ĝisoste mi argumentas
Kun branda sukerkanid’
Kaj kun la vid’ perdiĝanta
Ie ĉe la horizont’
Trankvila kaj rimarkanta
Eĉ la turniĝon de l’ mond’, jen ĝoj,
Liberhorar’ en Itapoã
Sun’ sen nubar’ en Itapoã
Muĝo de l’ mar’ de Itapoã
Ambabilad’ en Itapoã
Poste la taŭz’ anserhaŭta
De l’ vento de la vesper’
Leviĝas susur’ mallaŭta
El palmoj al la aer’
Kaj en la spacoj serenaj
Sen morgaŭ, hieraŭ, nun
Mi dormas en brakoj benaj
Sub itapoana lun’, jen ĝoj,
Liberhorar’ en Itapoã
Sun’ sen nubar’ en Itapoã
Muĝo de l’ mar’ de Itapoã
Ambabilad’ en Itapoã
Liberhorar’ en Itapoã
Sun’ sen nubar’ en Itapoã
Muĝo de l’ mar’ de Itapoã
Ambabilad’ en Itapoã