De Gaulle sobre esperanto e volapuque: “Apátridas” (integração europeia, 15/5/1962)

Pan-Eslavo Brasil publikigis antaŭ 9 monatoj

01:05

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Eu achei este vídeo por acaso, com o ex-presidente francês, general Charles de Gaulle, fazendo uma brincadeira com o esperanto e o volapuque (ou volapük) numa conferência de imprensa em Paris, em 15 de maio de 1962: http://youtu.be/72-LUmMvTm8. Porém, o contexto mais amplo com gravação melhor é uma fala em que o herói da Resistência antinazista critica uma integração europeia da França, no caso de haver supressão das fronteiras nacionais e das particularidades locais (imagens do instituto INA): http://t.ly/KTIS.

Ele critica as ideias de “federalismo europeu” e defende a manutenção da soberania nacional dos Estados-membros da União Europeia. Parecia uma previsão quanto ao que está ocorrendo hoje… Cada cultura nacional seria uma contribuição integrante da Europa, ao contrário do esperanto e do volapuque, projetos que têm o objetivo de ser línguas internacionais “neutras”. Esperanto ou volapuque “integrados” quer dizer exatamente sem características nacionais, fundidos em algo único, desnaturado.

O raciocínio de Charles de Gaulle é bastante problemático, primeiro porque hoje a condição de “apátrida” é considerada pelas organizações internacionais uma situação de vulnerabilidade, causada especialmente pelo exílio ou expulsão devidos a guerras e ditaduras, não raro surgidas em meio justamente à exacerbação de nacionalismos. Além disso, os judeus sempre foram considerados apátridas por definição, e nesta ou outra entrevista, o general cita de forma pejorativa o espírito “dominador” desse povo.

Diga-se também que a cultura europeia, notadamente o cristianismo, só pôde florescer justamente por causa dos impérios helênico e romano, não nacionais e com seus “esperantos” pan-mediterrâneos, o grego “koiné” e o latim, bases da linguagem técnica e científica modernas. E Zamenhof, o iniciador do esperanto, era judeu polonês que vivia no racista Império Russo, em província em que vários povos brigavam entre si, instigados pelo tsar.

Eu mesmo traduzi do francês a partir do texto dado no YouTube, e legendei: “Je ne crois pas que l’Europe puisse avoir aucune réalité vivante si elle ne comporte pas la France avec ses Français, l’Allemagne avec ses Allemands, l’Italie avec ses Italiens etc. Dante, Goethe, Chateaubriand appartiennent à toute l’Europe dans la mesure même où ils étaient respectivement et éminemment italien, allemand et français. Ils n’auraient pas beaucoup servi l’Europe s’ils avaient été des apatrides et qu’ils avaient pensé et écrit en quelque esperanto ou volapük intégrés…”

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